27.3.07
Portabilidade de email: uma péssima ideia
O PS está a preparar uma proposta legislativa que permita manter o email quando se muda de fornecedor de Internet (ler no Tek.Sapo). A ideia é semelhante à portabilidade que hoje existe nos telefones e telemóveis.
Para não entrar nas dificuldades técnicas para executar tal tarefa, parece-me uma ideia peregrina numa área onde o Estado não deve intervir. Existem muitas outras coisas nesta área em que o PS se devia empenhar.
Ao contrário dos telefones, não há custos para quem envia um email para endereço incorrecto. Da mesma forma, enviar um email para todos os contactos a avisar da mudança é simples e não tem custos - devo receber um email destes pelo menos uma vez por mês e nunca perdi o contacto de ninguém devido a uma mudança de ISP.
À partida, creio que nenhum ISP que se preze vai reutilizar endereços de email de ex-clientes. Pelo menos nunca ouvi ninguém queixar-se que mal se fez cliente doutro operador apanhou com as mensagens privadas e spam dirigidos a outrém.
Por último, existe uma razão forte para a não-portabilidade: os nossos amigos "spammers". Com tanto lixo que recebemos nas nossas caixas de correio, é bom mudar de vez em quando para eles nos perderem o rasto. Pelo menos por uns tempos.
O PS está a preparar uma proposta legislativa que permita manter o email quando se muda de fornecedor de Internet (ler no Tek.Sapo). A ideia é semelhante à portabilidade que hoje existe nos telefones e telemóveis.
Para não entrar nas dificuldades técnicas para executar tal tarefa, parece-me uma ideia peregrina numa área onde o Estado não deve intervir. Existem muitas outras coisas nesta área em que o PS se devia empenhar.
Ao contrário dos telefones, não há custos para quem envia um email para endereço incorrecto. Da mesma forma, enviar um email para todos os contactos a avisar da mudança é simples e não tem custos - devo receber um email destes pelo menos uma vez por mês e nunca perdi o contacto de ninguém devido a uma mudança de ISP.
À partida, creio que nenhum ISP que se preze vai reutilizar endereços de email de ex-clientes. Pelo menos nunca ouvi ninguém queixar-se que mal se fez cliente doutro operador apanhou com as mensagens privadas e spam dirigidos a outrém.
Por último, existe uma razão forte para a não-portabilidade: os nossos amigos "spammers". Com tanto lixo que recebemos nas nossas caixas de correio, é bom mudar de vez em quando para eles nos perderem o rasto. Pelo menos por uns tempos.
Etiquetas: email, partido socialista, portabilidade, portabilidade de email, ps, simplex, spam
20.3.07
Spam: somos os primeiros!
Já desconfiava que algo de muito mau se passava no nosso país e a Symantec confirmou as minhas piores expectativas: Portugal é responsável por 88% do spam (?!) enviado para a Europa, Médio Oriente e África (ler notícia).
A confirmar-se, este número é chocante e inesperado pela sua dimensão. Penso que esta é a demonstração inequívoca da nossa iliteracia (digital e não só). A maioria dos cibernautas nacionais utilizam o Internet Explorer porque têm medo de usar outro browser, pensam que a net começa no Sapo e não sabem como proteger o seu computador. Exagero? Talvez, mas não é por acaso que somos o país Europeu que usa mais produtos da Microsoft e onde o site mais visto em Portugal é o MSN - o tal que vem por defeito nos computadores.
Amanhã já ninguém se vai lembrar deste número e os políticos da casa nem vão sequer preocupar-se com esta "minudência". Fazem mal, se os Portugueses têm o computador infectado e não o sabem, é muito provável que também os seus dados pessoais estejam em risco. Para já não falar da má utilização das tecnologias nas firmas nacionais - algo com que me deparo com frequência.
Já desconfiava que algo de muito mau se passava no nosso país e a Symantec confirmou as minhas piores expectativas: Portugal é responsável por 88% do spam (?!) enviado para a Europa, Médio Oriente e África (ler notícia).
A confirmar-se, este número é chocante e inesperado pela sua dimensão. Penso que esta é a demonstração inequívoca da nossa iliteracia (digital e não só). A maioria dos cibernautas nacionais utilizam o Internet Explorer porque têm medo de usar outro browser, pensam que a net começa no Sapo e não sabem como proteger o seu computador. Exagero? Talvez, mas não é por acaso que somos o país Europeu que usa mais produtos da Microsoft e onde o site mais visto em Portugal é o MSN - o tal que vem por defeito nos computadores.
Amanhã já ninguém se vai lembrar deste número e os políticos da casa nem vão sequer preocupar-se com esta "minudência". Fazem mal, se os Portugueses têm o computador infectado e não o sabem, é muito provável que também os seus dados pessoais estejam em risco. Para já não falar da má utilização das tecnologias nas firmas nacionais - algo com que me deparo com frequência.