19.6.08
Ciber-iliteracia: uma imagem vale por mil palavras
Já por diversas vezes mencionei aqui a "Microsoftização" e a epidemia de ciber-iliteracia no nosso país. Mas nada como uma imagem para ilustrar esta convicção: veja-se este mapa de downloads do novo Firefox:

(versão "ao vivo" aqui)
Este mapa reflecte o número de downloads do browser por país num escala de cores que vai do azul para o vermelho escuro passando pelo amarelo e laranja.
Repare-se que na Europa Ocidental apenas nós e a Irlanda estamos amarelados. E países com menor população que a nossa têm valores bastante superiores. É, por exemplo, o caso da Holanda (população: 6 milhões, o quádruplo dos downloads).
Será que por alguma questão cultural obscura os Portugueses não gostam do Firefox? Ou será que muitos nem sequer sabem que existem outros browsers para além do Internet Explorer e/ou não sabem fazer um simples download?

(versão "ao vivo" aqui)
Este mapa reflecte o número de downloads do browser por país num escala de cores que vai do azul para o vermelho escuro passando pelo amarelo e laranja.
Repare-se que na Europa Ocidental apenas nós e a Irlanda estamos amarelados. E países com menor população que a nossa têm valores bastante superiores. É, por exemplo, o caso da Holanda (população: 6 milhões, o quádruplo dos downloads).
Será que por alguma questão cultural obscura os Portugueses não gostam do Firefox? Ou será que muitos nem sequer sabem que existem outros browsers para além do Internet Explorer e/ou não sabem fazer um simples download?
Etiquetas: browsers, firefox, internet explorer, microsoftização, portugal
2.1.08
Netscape: 1994-2007
Um capítulo foi fechado com o anúncio da AOL de descontinuação e suporte do browser Netscape - de quem possui os direitos.
Chega assim ao fim a história dum browser que literalmente mudou o Mundo e dominou por completo a Web durante vários anos. Recordo ainda a primeira vez que usei uma versão de testes do browser e a excelente impressão que me deixou - sobretudo depois de usar o instável e pouco amigável Mosaic. Estavamos ainda na era do Windows 3.1 e ligações com o Mosaic e o Chameleon. A expressão "Tão fácil como ligar-se à Internet", como se diz agora num anúncio, era algo de absurdo tal a dificuldade e inúmeros engulhos na utilização da rede.
No final do ano de estreia do Netscape, Bill Gates afirmou que a sua firma ía investigar as potencialidades dessa coisa "nova" chamada World Wide Web. A Microsoft sempre na vanguarda ;-)
Até à versão 4.0, o Internet Explorer era uma autêntica anedota face ao maduro e estável Netscape. O que, mesmo assim, não foi um entrava à captura de mercado desse browser dada a sua associação ao Windows. Ter monopólios tem as suas vantagens...
Acossado pelo concorrente, o Netscape colapsou dada a dificuldade em manter um código velho, cheio de bugs e muito mal gerido. Depois de comprados os direitos do browser pela AOL, foi decidido que a única solução seria começar tudo de novo - o que mais tarde deu origem à Mozilla Foundation e ao Firefox.
Hoje poucos darão pela falta do Netscape, um sinal de que ter 90% do mercado numa determinada altura não quer dizer nada em tecnologia. Algo que a firma de Gates por vezes prefere ignorar: como se compreende que o IE6, com os seus inúmeros problemas, tenha tido que esperar 6 (seis!) anos por um sucessor?
Chega assim ao fim a história dum browser que literalmente mudou o Mundo e dominou por completo a Web durante vários anos. Recordo ainda a primeira vez que usei uma versão de testes do browser e a excelente impressão que me deixou - sobretudo depois de usar o instável e pouco amigável Mosaic. Estavamos ainda na era do Windows 3.1 e ligações com o Mosaic e o Chameleon. A expressão "Tão fácil como ligar-se à Internet", como se diz agora num anúncio, era algo de absurdo tal a dificuldade e inúmeros engulhos na utilização da rede.
No final do ano de estreia do Netscape, Bill Gates afirmou que a sua firma ía investigar as potencialidades dessa coisa "nova" chamada World Wide Web. A Microsoft sempre na vanguarda ;-)
Até à versão 4.0, o Internet Explorer era uma autêntica anedota face ao maduro e estável Netscape. O que, mesmo assim, não foi um entrava à captura de mercado desse browser dada a sua associação ao Windows. Ter monopólios tem as suas vantagens...
Acossado pelo concorrente, o Netscape colapsou dada a dificuldade em manter um código velho, cheio de bugs e muito mal gerido. Depois de comprados os direitos do browser pela AOL, foi decidido que a única solução seria começar tudo de novo - o que mais tarde deu origem à Mozilla Foundation e ao Firefox.
Hoje poucos darão pela falta do Netscape, um sinal de que ter 90% do mercado numa determinada altura não quer dizer nada em tecnologia. Algo que a firma de Gates por vezes prefere ignorar: como se compreende que o IE6, com os seus inúmeros problemas, tenha tido que esperar 6 (seis!) anos por um sucessor?
Etiquetas: aol, browsers, internet explorer, microsoft, netscape
4.7.07
TMN: menos 98.5 igual a 20 vezes
Depois do desconto de 98.5% no acesso à Internet, a TMN multiplicou por 20 os utilizadores do serviço (ler no Diário Económico).
Ou seja, está provado que existe interesse dos consumidores no acesso à Internet por telemóvel. Do que estão os outros operadores à espera?
Ou seja, está provado que existe interesse dos consumidores no acesso à Internet por telemóvel. Do que estão os outros operadores à espera?
Etiquetas: acessos, internet explorer, telemóveis, tmn
20.4.07
Segurança, browsers e fundamentalismos
Sempre que vejo alguém a usar o Internet Explorer, tento demovê-lo a mudar de browser. Faço isto não porque seja fundamentalista anti-Microsoft - como já fui apelidado - mas porque pela minha experiência pessoal quem usa IE tem o PC carregado de vírus, spyware e outras irritações do género.
Não digo que o IE seja o origem de todos os males nem que o Firefox ou o Opera sejam melhores, todos têm os seus defeitos e virtudes, mas existem perigos específicos do IE (mesmo a versão 7) que podem ser evitados mudando de browser.
Para mim a questão é análoga a ver alguém na rua com a carteira quase a cair do bolso das calças: avisa a pessoa ou prefere não interferir? Eu interfiro... mesmo sabendo que isso me pode trazer dissabores.
Sempre que vejo alguém a usar o Internet Explorer, tento demovê-lo a mudar de browser. Faço isto não porque seja fundamentalista anti-Microsoft - como já fui apelidado - mas porque pela minha experiência pessoal quem usa IE tem o PC carregado de vírus, spyware e outras irritações do género.
Não digo que o IE seja o origem de todos os males nem que o Firefox ou o Opera sejam melhores, todos têm os seus defeitos e virtudes, mas existem perigos específicos do IE (mesmo a versão 7) que podem ser evitados mudando de browser.
Para mim a questão é análoga a ver alguém na rua com a carteira quase a cair do bolso das calças: avisa a pessoa ou prefere não interferir? Eu interfiro... mesmo sabendo que isso me pode trazer dissabores.
Etiquetas: browsers, firefox, fundamentalismo, internet explorer, opera, segurança