16.4.10
Busca visual: o próximo alvo do Google
Não contente em dominar a busca na Net, o Google anda sorrateiramente a posicionar-se no terreno para um mercado que vai valer biliões: a busca visual.
Este tipo de busca permite obter informação sobre os objectos reais. Basta apontar o telemóvel para um objecto que se quer pesquisar e em poucos segundos aparece toda a informação sobre ele. O entretenimento foi a primeira aplicação desta tecnologia graças a aplicações como o Shazam ou Midomi que identificam uma música, mesmo que seja você a trauteá-la (bom, depende da sua afinação...).
A busca visual assenta que nem uma luva na estratégia de investimento no Mobile da firma e já hoje se manifesta na crescente contextualização dos resultados do Google Images bem como a integração de directórios de firmas no Google Maps. Além disso, a firma lançou discretamente o Goggles que, basicamente, pesquisa toda a informação presente numa imagem. Apesar do Goggles por vezes dar resultados surpreendentes, ainda tem um problema: a base de dados ainda é pequena. É o mesmo que pesquisar por um termo na Net só com 0.1% dos sites indexados. É para suprir esta falha que a firma está a investir, sendo o resultado mais recente a aquisição da PlinkArt - criadores duma aplicação fantástica que retorna toda a informação duma obra de arte só com a ajuda duma fotografia parcial e de má qualidade tirada pelo telemóvel.
A busca visual juntamente com a realidade aumentada significa que - à semelhança do GPS para a localização - nunca nos sentiremos perdidos no mundo real. Está num sítio que não conhece e tem fome? Aponte o telemóvel a um restaurante e saberá o que se come lá, fotografias do interior e o número de estrelas dadas pelos frequentadores. Vai a um jardim e pretende saber que planta está a observar? Basta apontar o telemóvel. Precisa de fazer uma reparação no automóvel e não sabe identificar as peças? Aponte o telemóvel. Não sabe quem é o actor que está a ver na TV? Decerto já percebeu a ideia...
Os exemplos de aplicações para a busca visual são inúmeros e só limitados pela nossa imaginação. Ah, e limitadas também pela velocidade com que o Google consegue investir...
Este tipo de busca permite obter informação sobre os objectos reais. Basta apontar o telemóvel para um objecto que se quer pesquisar e em poucos segundos aparece toda a informação sobre ele. O entretenimento foi a primeira aplicação desta tecnologia graças a aplicações como o Shazam ou Midomi que identificam uma música, mesmo que seja você a trauteá-la (bom, depende da sua afinação...).
A busca visual assenta que nem uma luva na estratégia de investimento no Mobile da firma e já hoje se manifesta na crescente contextualização dos resultados do Google Images bem como a integração de directórios de firmas no Google Maps. Além disso, a firma lançou discretamente o Goggles que, basicamente, pesquisa toda a informação presente numa imagem. Apesar do Goggles por vezes dar resultados surpreendentes, ainda tem um problema: a base de dados ainda é pequena. É o mesmo que pesquisar por um termo na Net só com 0.1% dos sites indexados. É para suprir esta falha que a firma está a investir, sendo o resultado mais recente a aquisição da PlinkArt - criadores duma aplicação fantástica que retorna toda a informação duma obra de arte só com a ajuda duma fotografia parcial e de má qualidade tirada pelo telemóvel.
A busca visual juntamente com a realidade aumentada significa que - à semelhança do GPS para a localização - nunca nos sentiremos perdidos no mundo real. Está num sítio que não conhece e tem fome? Aponte o telemóvel a um restaurante e saberá o que se come lá, fotografias do interior e o número de estrelas dadas pelos frequentadores. Vai a um jardim e pretende saber que planta está a observar? Basta apontar o telemóvel. Precisa de fazer uma reparação no automóvel e não sabe identificar as peças? Aponte o telemóvel. Não sabe quem é o actor que está a ver na TV? Decerto já percebeu a ideia...
Os exemplos de aplicações para a busca visual são inúmeros e só limitados pela nossa imaginação. Ah, e limitadas também pela velocidade com que o Google consegue investir...
Etiquetas: busca visual, goggles, google
29.12.09
2010: o ano do Google
O próximo ano vai ser fulcral para o futuro do Google. A firma adquiriu uma dimensão tal que os seus ganha-pão actuais não chegam e a expansão a novas áreas é inevitável.
Surpreendentemente, uma das áreas onde o Google vai investir é no hardware. O seu telemóvel está quase a sair e para o final do ano teremos um netbook Google. Será esta uma área a investir nos próximos anos ou apenas uma forma de puxar pelos outros fabricantes de hardware? Só o tempo o dirá.
Outra das apostas fortes da firma é nos seus sistemas operativos de desktop e telemóveis. Isto vem confirmar aquilo que já vinha afirmando há uns anos: se há alguém que pode beliscar o monopólio do Windows é o Google e não a Apple ou as distribuições de Linux. Já nos dispositivos móveis, o Android vai ganhar mercado de forma exponencial enquanto o Windows Mobile vai reduzir-se ao mercado empresarial - e mesmo neste vai definhar lentamente. A rápida adopção do Android é capaz de torná-lo o sistema operativo móvel mais usado daqui a poucos meses. Algo impensável no início deste ano!
Nem tudo são rosas no futuro do Google: as firmas ainda não aderiram às suas aplicações e a grande aposta no Wave parece estar condenada ao fracasso (talvez porque poucos percebam exactamente para que serve). Mesmo assim, os seus responsáveis já deram provas que não viram a cara à luta e não vão desistir enquanto houver um mercado por explorar.
Falta saber se a boa imagem da firma não sairá beliscada com campanhas mais agressivas como a recente promoção do seu browser Chrome aos utilizadores norte-americanos que usam o seu mecanismo de pesquisa. Imaginem as complicações legais se tivesse sido a Microsoft a fazer isto...
Surpreendentemente, uma das áreas onde o Google vai investir é no hardware. O seu telemóvel está quase a sair e para o final do ano teremos um netbook Google. Será esta uma área a investir nos próximos anos ou apenas uma forma de puxar pelos outros fabricantes de hardware? Só o tempo o dirá.
Outra das apostas fortes da firma é nos seus sistemas operativos de desktop e telemóveis. Isto vem confirmar aquilo que já vinha afirmando há uns anos: se há alguém que pode beliscar o monopólio do Windows é o Google e não a Apple ou as distribuições de Linux. Já nos dispositivos móveis, o Android vai ganhar mercado de forma exponencial enquanto o Windows Mobile vai reduzir-se ao mercado empresarial - e mesmo neste vai definhar lentamente. A rápida adopção do Android é capaz de torná-lo o sistema operativo móvel mais usado daqui a poucos meses. Algo impensável no início deste ano!
Nem tudo são rosas no futuro do Google: as firmas ainda não aderiram às suas aplicações e a grande aposta no Wave parece estar condenada ao fracasso (talvez porque poucos percebam exactamente para que serve). Mesmo assim, os seus responsáveis já deram provas que não viram a cara à luta e não vão desistir enquanto houver um mercado por explorar.
Falta saber se a boa imagem da firma não sairá beliscada com campanhas mais agressivas como a recente promoção do seu browser Chrome aos utilizadores norte-americanos que usam o seu mecanismo de pesquisa. Imaginem as complicações legais se tivesse sido a Microsoft a fazer isto...
8.7.09
Chrome OS: pode o Google triunfar onde outros falharam?
Corria o ano de 1995 e o conceito da moda era o "Network Computer" (NC) - computador barato com poucos recursos que corria aplicações em Java e alojava os seus dados na Net. Entre lançamentos da IBM, Acer, Oracle e da própria Microsoft (quem se lembra do NetPC?), os analistas previram a queda do Windows. Larry Elison, CEO da Oracle, chegou ao ponto de prever a falência da Microsoft!
Passados catorze anos o Google anuncia a entrada no mercado dos sistemas operativos com o Google Chrome OS. O conceito tem tudo a ver com o NC: um sistema operativo leve que usa a Internet para tudo. Até mesmo as aplicações nativas usam as ferramentas da Net (HTML,Javascript,CSS,etc...).
Poderá o Google triunfar? Tem a seu favor o facto após estes anos o desempenho dos computadores e da Net ter explodida. O Chrome OS deve correr a grande velocidade nos actuais Netbooks com ligação de banda larga.
O grande entrave é a aceitação do público. Veja-se o que se passou com os netbooks: alguns fabricantes colocaram no mercado modelos com Linux mais baratos que a versão Windows mas mesmo assim este último é usado em 80 a 90% destes computadores. Claramente, o consumidor é avesso a mudanças e prefere o que conhece - mesmo que lhe reconheça falhas - a ter de mudar. Vai ser, por isso, uma árdua tarefa para o Google competir com algo de novo, por muito bom que seja. É de notar que as vendas (físicas) do Microsoft Office continuam em bom ritmo enquanto a alternativas (online) gratuitas como o Google Docs são usadas por poucos.
Apesar do meu cepticismo, vou torcer pelo sucesso do Chrome OS, alternativas são sempre boas para o consumidor - sobretudo quando do outro lado da barricada está uma firma mal-comportada que muitas vezes usa o seu peso no mercado duma forma anti-competitiva.
Passados catorze anos o Google anuncia a entrada no mercado dos sistemas operativos com o Google Chrome OS. O conceito tem tudo a ver com o NC: um sistema operativo leve que usa a Internet para tudo. Até mesmo as aplicações nativas usam as ferramentas da Net (HTML,Javascript,CSS,etc...).
Poderá o Google triunfar? Tem a seu favor o facto após estes anos o desempenho dos computadores e da Net ter explodida. O Chrome OS deve correr a grande velocidade nos actuais Netbooks com ligação de banda larga.
O grande entrave é a aceitação do público. Veja-se o que se passou com os netbooks: alguns fabricantes colocaram no mercado modelos com Linux mais baratos que a versão Windows mas mesmo assim este último é usado em 80 a 90% destes computadores. Claramente, o consumidor é avesso a mudanças e prefere o que conhece - mesmo que lhe reconheça falhas - a ter de mudar. Vai ser, por isso, uma árdua tarefa para o Google competir com algo de novo, por muito bom que seja. É de notar que as vendas (físicas) do Microsoft Office continuam em bom ritmo enquanto a alternativas (online) gratuitas como o Google Docs são usadas por poucos.
Apesar do meu cepticismo, vou torcer pelo sucesso do Chrome OS, alternativas são sempre boas para o consumidor - sobretudo quando do outro lado da barricada está uma firma mal-comportada que muitas vezes usa o seu peso no mercado duma forma anti-competitiva.
Etiquetas: chrome os, google, microsoft, network computer, oracle, sistemas operativos
1.2.09
40 minutos de pânico
Um banal erro humano fez com que todas as pesquisas no Google apresentasse como perigosos todos os sites encontrados. A firma agiu prontamente e em 40 minutos estava o problema resolvido.
No entanto, as ondas de choque que se fizeram sentir por toda a Net foram impressionantes: foi tema de conversa animada em inúmeros blogs, fóruns e redes sociais. Ao ler algumas das mensagens, até parece que o fim do Mundo vinha aí.
Esta situação ilustra perfeitamente aquilo que já mencionei aqui no blog: a Google-dependência. Se o Windows acabasse, haveria alternativas, se o Google acabar, estamos perdidos!
Os cliques oriundos do Google são o alimento de que vivem sites grandes e pequenos. Sem as pesquisas do Google, há toda uma Economia que desaparece.
Por isso se é religioso é altura de acender uma vela a Santo Isidoro, padroeiro da Internet, e rezar pela boa saúde técnica e financeira do Google.
No entanto, as ondas de choque que se fizeram sentir por toda a Net foram impressionantes: foi tema de conversa animada em inúmeros blogs, fóruns e redes sociais. Ao ler algumas das mensagens, até parece que o fim do Mundo vinha aí.
Esta situação ilustra perfeitamente aquilo que já mencionei aqui no blog: a Google-dependência. Se o Windows acabasse, haveria alternativas, se o Google acabar, estamos perdidos!
Os cliques oriundos do Google são o alimento de que vivem sites grandes e pequenos. Sem as pesquisas do Google, há toda uma Economia que desaparece.
Por isso se é religioso é altura de acender uma vela a Santo Isidoro, padroeiro da Internet, e rezar pela boa saúde técnica e financeira do Google.
Etiquetas: dependência, google
24.7.08
Limpeza a vapor, Google e o declínio
Praticamente todos os internautas têm qualquer tipo de relacionamento com o Google, seja através da utilização do Gmail, Blogspot, YouTube ou pelo simples facto de ver páginas com publicidade AdSense. A firma tem uma aura de vencedora e parece que todos os projectos em que entra são ganhadores. No entanto, algo parece estar a correr mal nos últimos tempos...
Os projectos mais recentes têm sido um fracasso: o App Engine teima em não produzir sites de interesse, o Google Sites é alvo de bastantes críticas e desconhecido para muitos, o Lively está a milhas do Second Life e tem problemas de estabilidade em vários browsers, etc, etc. Na verdade, há anos que o Google não produz algo com grande sucesso.
Costuma-se dizer que ninguém gosta dum monopólio mas poucas vozes se ouvem contra o total domínio do Google no mercado publicitário online. E dá que pensar quando a poderosa Microsoft assume que quer fazer aquisições para combater o domínio do Google - recorrendo a empréstimo bancário pela primeira vez na sua história!
Perguntará o leitor o porquê da limpeza a vapor no título. O Google anunciou um género de concorrente da Wikipedia chamado "Knol" mas já existe uma firma de venda de equipamentos de limpeza com o mesmo nome e que possuí o domínio knol.com (que deve ter tido uma enchente de visitantes que foram ao engano). Mau planeamento ou displicência?
Os projectos mais recentes têm sido um fracasso: o App Engine teima em não produzir sites de interesse, o Google Sites é alvo de bastantes críticas e desconhecido para muitos, o Lively está a milhas do Second Life e tem problemas de estabilidade em vários browsers, etc, etc. Na verdade, há anos que o Google não produz algo com grande sucesso.
Costuma-se dizer que ninguém gosta dum monopólio mas poucas vozes se ouvem contra o total domínio do Google no mercado publicitário online. E dá que pensar quando a poderosa Microsoft assume que quer fazer aquisições para combater o domínio do Google - recorrendo a empréstimo bancário pela primeira vez na sua história!
Perguntará o leitor o porquê da limpeza a vapor no título. O Google anunciou um género de concorrente da Wikipedia chamado "Knol" mas já existe uma firma de venda de equipamentos de limpeza com o mesmo nome e que possuí o domínio knol.com (que deve ter tido uma enchente de visitantes que foram ao engano). Mau planeamento ou displicência?
7.11.07
Preparem-se, o Android vem a caminho
Os rumores do telemóvel feito pelo Google não se confirmaram. Em vez disso a firma anunciou esta semana algo de muito mais ambicioso: o sistema operativo para telemóveis Android. E não está sozinha pois conta com o apoio de alguns dos maiores operadores e fabricantes de equipamentos.
A criação duma plataforma comum para telemóveis, ainda por cima em open source, é uma excelente notícia para quem desenvolve conteúdos. Neste momento parece que cada fabricante de telemóveis usa um interface e sistema operativo diferente. O Java atenua as diferenças mas está longe de eliminar o problema. Só para dar um exemplo: é praticamente impossível encontrar um telemóvel que permita ao Java controlar chamadas (norma JSR253, para os mais picuinhas), ou seja, "clique aqui para ligar" é algo que pura e simplesmente não se vê numa aplicação Java.
O Android pode e deve resolver estes problemas e, ao mesmo tempo, dar liberdade aos fabricantes e operadores para personalizarem os seus modelos e torná-los diferentes da concorrência. Este foi, aliás, um dos problemas com a plataforma Symbian que se espartilhou em duas implementações cada vez mais distintas (UIQ e S60).
A Nokia, principal accionista do Symbian, não pôs de parte a sua colaboração no Android. Afinal, a firma Finlandesa é sobretudo vendedora de equipamentos e tem um ambicioso plano para concorrer com o iTunes de Apple. Libertar recursos da área de software para se centrar nestas duas áreas faz todo o sentido.
Lá por ter o Google por trás não quer dizer que o projecto tenha sucesso - veja-se o caso dos falhanços Google Video e Froogle - mas desta vez parece que a firma fez as coisas duma forma em que todos ficam a ganhar. Os executivos da Apple e da Microsoft têm razões para estar preocupados!
A criação duma plataforma comum para telemóveis, ainda por cima em open source, é uma excelente notícia para quem desenvolve conteúdos. Neste momento parece que cada fabricante de telemóveis usa um interface e sistema operativo diferente. O Java atenua as diferenças mas está longe de eliminar o problema. Só para dar um exemplo: é praticamente impossível encontrar um telemóvel que permita ao Java controlar chamadas (norma JSR253, para os mais picuinhas), ou seja, "clique aqui para ligar" é algo que pura e simplesmente não se vê numa aplicação Java.
O Android pode e deve resolver estes problemas e, ao mesmo tempo, dar liberdade aos fabricantes e operadores para personalizarem os seus modelos e torná-los diferentes da concorrência. Este foi, aliás, um dos problemas com a plataforma Symbian que se espartilhou em duas implementações cada vez mais distintas (UIQ e S60).
A Nokia, principal accionista do Symbian, não pôs de parte a sua colaboração no Android. Afinal, a firma Finlandesa é sobretudo vendedora de equipamentos e tem um ambicioso plano para concorrer com o iTunes de Apple. Libertar recursos da área de software para se centrar nestas duas áreas faz todo o sentido.
Lá por ter o Google por trás não quer dizer que o projecto tenha sucesso - veja-se o caso dos falhanços Google Video e Froogle - mas desta vez parece que a firma fez as coisas duma forma em que todos ficam a ganhar. Os executivos da Apple e da Microsoft têm razões para estar preocupados!
Etiquetas: android, apple, google, gphone, itunes, microsoft, nokia, open source, symbian
1.11.07
Ok, Google, ganharam!
Problemas com o meu email pessoal levaram-me a tomar uma atitude que adiei por muito tempo: mudei-me de armas e bagagens para o google.
O processo foi rápido e sem problemas e agora recebo o meu email no gmail (mantendo o meu domínio) e, finalmente!, consegui uma forma prática e barata de ler as minhas mensagens na rua graças ao cliente Java do GMail. Ah, e desta vez passei a perna aos irritantes spammers com 0 spams lidos e 292 bloqueados!
Os porreiraços do Google oferecem ainda ferramentas de calendarização, hospedagem de páginas, documentos e o Diabo a 4 pelo preço que gostamos: grátis!
Recomendo tornarem-se, como eu, dependente duma única firma? Continuo a dizer que não mas, no meu caso, este casamento resolveu-me uma série de problemas. Google, ganharam, eu desisto, I've been assimilated :-)
O processo foi rápido e sem problemas e agora recebo o meu email no gmail (mantendo o meu domínio) e, finalmente!, consegui uma forma prática e barata de ler as minhas mensagens na rua graças ao cliente Java do GMail. Ah, e desta vez passei a perna aos irritantes spammers com 0 spams lidos e 292 bloqueados!
Os porreiraços do Google oferecem ainda ferramentas de calendarização, hospedagem de páginas, documentos e o Diabo a 4 pelo preço que gostamos: grátis!
Recomendo tornarem-se, como eu, dependente duma única firma? Continuo a dizer que não mas, no meu caso, este casamento resolveu-me uma série de problemas. Google, ganharam, eu desisto, I've been assimilated :-)
2.7.07
Google: "don't be evil" já era
Num blogue oficial, o Google criticou o filme "Sicko" de Michael Moore (ler na ZDNet) e incitou a indústria da saúde a comprar publicidade para combater os argumentos do filme. Ainda por cima desde há algum tempo que corriam rumores que a firma recusou publicidade a sites que criticam as grandes empresas farmacêuticas.
É espantoso. Não me lembro de alguma vez um mecanismo de pesquisa tomar uma posição sobre um tema eminentemente político e é chocante ver que partiu duma firma que tem (ou tinha) como lema "don't be evil".
Depois disto, que credibilidade é que devemos atribuir aos resultados das pesquisas no Google? Quem nos garante que as bases de dados não são manipuladas para fazer prevalecer uma determinada corrente de opinião?
É espantoso. Não me lembro de alguma vez um mecanismo de pesquisa tomar uma posição sobre um tema eminentemente político e é chocante ver que partiu duma firma que tem (ou tinha) como lema "don't be evil".
Depois disto, que credibilidade é que devemos atribuir aos resultados das pesquisas no Google? Quem nos garante que as bases de dados não são manipuladas para fazer prevalecer uma determinada corrente de opinião?
Etiquetas: don't be evil, google, michael moore, sicko
21.5.07
Porque será que os grandes da Net ignoram Portugal?
Estava no outro dia a consultar o zeitgeist do Google onde, como sempre, os dados de Portugal não constam. Não faço ideia de qual o critério mas a dimensão ou riqueza não são de certeza porque encontram-se por lá dados de países mais pobres ou menos populosos que o nosso. Também não é pelo facto de não termos um escritório da firma por cá (vidé lista).
Isto levou-me a pensar mais uma vez numa questão que se colocou pela primeira vez na altura da "bolha" especulativa de há meia dúzia de anos: porque será que das principais firmas de Internet, nenhuma tem uma representação no nosso território?
Google, EBay, Yahoo, Amazon, MySpace e muitos outros têm representação em vários países da Europa e nunca entraram por cá. À excepção do Google nenhum destes tem sequer um site em Português. Será que é pelo desconhecimento ou insignificância do nosso País? Será pelos impostos e burocracia? Ou terá a ver com a status quo da net tuga onde dois grandes grupos - um maior que o outro - dominam a Net e podem torpedear o investimento estrangeiro nas lusas terras?
Estava no outro dia a consultar o zeitgeist do Google onde, como sempre, os dados de Portugal não constam. Não faço ideia de qual o critério mas a dimensão ou riqueza não são de certeza porque encontram-se por lá dados de países mais pobres ou menos populosos que o nosso. Também não é pelo facto de não termos um escritório da firma por cá (vidé lista).
Isto levou-me a pensar mais uma vez numa questão que se colocou pela primeira vez na altura da "bolha" especulativa de há meia dúzia de anos: porque será que das principais firmas de Internet, nenhuma tem uma representação no nosso território?
Google, EBay, Yahoo, Amazon, MySpace e muitos outros têm representação em vários países da Europa e nunca entraram por cá. À excepção do Google nenhum destes tem sequer um site em Português. Será que é pelo desconhecimento ou insignificância do nosso País? Será pelos impostos e burocracia? Ou terá a ver com a status quo da net tuga onde dois grandes grupos - um maior que o outro - dominam a Net e podem torpedear o investimento estrangeiro nas lusas terras?
Etiquetas: amazon, ebay, google, myspace, portugal, yahoo, zeitgeist
9.3.07
Estranho, a Google quer vender-nos algo?
Para muitos, o anúncio do Google Premier Apps é o primeiro produto pago do gigante. Não é o caso mas talvez seja a primeira vez que a Google faz alguém pagar por algo que antes era gratuito.
Será que a fase do gratuito acabou? Não me parece.
O principal concorrente nesta área específica é a Microsoft e ao fazer-se pagar a Google está a adicionar um factor de credibilidade essencial para quem quer entrar no ambiente empresarial. E a compor as receitas pelo caminho, claro. A Google sabe que não é provável que muitas firmas larguem o Microsoft Office por algo gratuito.
Para muitos, o anúncio do Google Premier Apps é o primeiro produto pago do gigante. Não é o caso mas talvez seja a primeira vez que a Google faz alguém pagar por algo que antes era gratuito.
Será que a fase do gratuito acabou? Não me parece.
O principal concorrente nesta área específica é a Microsoft e ao fazer-se pagar a Google está a adicionar um factor de credibilidade essencial para quem quer entrar no ambiente empresarial. E a compor as receitas pelo caminho, claro. A Google sabe que não é provável que muitas firmas larguem o Microsoft Office por algo gratuito.
Etiquetas: google, google apps, office
